COMO NASCEU A PRIMORDIA MEDICINA REPRODUTIVA

Em 1998, no Rio de Janeiro, foi inaugurada uma unidade da Huntington, resultado da parceria dos doutores Paulo, Eduardo, Marcio e Isaac.

Isaac encontrou com o Paulo em um congresso e surgiu a primeira conversa sobre uma uma clínica no Rio, que o deixou bastante empolgado e tratou de envolver Marcio no plano. Eles haviam sido colegas de trabalho em hospitais. Persistente, Isaac convenceu Marcio a irem juntos a São Paulo conhecer a clínica.

Isaac acredita que foi a primeira clínica no Rio foi a terceira do gênero na cidade. As atividades começaram na Clínica São Vicente, na Gávea, em um espaço pequeno, com um aparelho de ultrassonografia portátil que servia tanto para fazer o controle ovulatório quanto para aspirar óvulos. O laboratório era minúsculo também. “Inacreditável como a gente começou”, orgulha-se Isaac.

No fim de 1999, o movimento era tanto que o espaço antes pequeno se tornou minúsculo. “Essa parceria foi fundamental para nós dois. A força do nome, o treinamento que nos deram, a capacitação de nossos biólogos, enfim, uma série de fatores contribuiu para que nos estabelecêssemos fortemente aqui no Rio. “Estamos em Ipanema, mas temos uma unidade na Barra da Tijuca”, Isaac orgulha-se.

“Quando começamos, somente nos procuravam mulheres que não tinham trompas, ou que tinham trompas obstruídas, ou algo assim. Não atendíamos casais com fatores masculinos ou endometriose, por exemplo. À medida que os nossos conhecimentos e as nossas experiências foram se consolidando, pudemos oferecer aos casais chances ainda maiores de engravidar”, Isaac ressalta.

Além de treinamento técnico, Isaac e Marcio conheceram de perto o modo de atender em São Paulo. “Acompanhei os atendimentos e fui adaptando esse aprendizado à minha maneira de ser. Você aprende a ser médico na faculdade, mas ninguém te ensina como proceder em um atendimento. Você mesmo desenvolve isso com o tempo. É importante expor aos pacientes como podemos ajudá-los e como eles podem nos ajudar. Agora tenho um jeito meu de atender, uma maneira minha de raciocinar”, orgulha-se Isaac, que trabalhou na equipe do falecido Dr. Milton Nakamura nos anos 1980, em São Paulo. Ele se lembra bem daquela época.

Segundo Isaac, com os métodos e as tecnologias disponíveis na época, as chances de engravidar variavam de 5 a 7%. “Hoje a medicina pode oferecer algo em torno de 50% de chance! Houve toda uma evolução para chegarmos no ponto em que chegamos e para mostrar à população a maneira de tirar proveito dos novos tempos”, Isaac analisa.

O tratamento de infertilidade (da primeira consulta ao resultado do exame betahCG, de gravidez) demora, em média, menos de trinta dias, se não houver complicadores; e os avanços tecnológicos em manipulação celular e diagnósticos – aliados à circulação de informações entre ginecologistas, casais satisfeitos e mídia – retroalimentam o desejo de engravidar. Os centros de medicina reprodutiva foram obrigados a se expandir fisicamente.

No Rio, Isaac e Marcio inauguraram uma clínica maior, a Primordia Medicina Reprodutiva.

Os pacientes são captados na unidade satélite e encaminhados para os procedimentos de laboratório em Ipanema.

Isaac e Marcio atendem com frequência casais residentes na Itália, na Inglaterra, nos Estados Unidos e em Angola. Como isso se difunde? “Por exemplo: atendemos uma paciente que mora no Rio de Janeiro que tem uma prima morando no exterior. A prima engravida e recomenda a gente. Estou falando de casais em que o homem ou a mulher são estrangeiros – mulheres brasileiras casadas com estrangeiros ou casais brasileiros radicados lá fora. Uma das coisas que eles mais reclamam é que lá fora não há o mesmo carinho que aqui. Ou seja, essa cultura do médico sempre à mão, que o brasileiro tem, não existe nos países desenvolvidos”, Isaac interpreta.

Calcula-se que mais de 80% dos casais vão em busca do renome e da competência dos médicos. A marca sempre tem valor e quando se atua com carinho, qualidade, amor e dedicação, um maior número de pacientes virão até a clínica.

Trechos retirados do livro: “Filhos da Ciência, foi um prazer concebê-los”